segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Resultado das eleições 2014

Esperei que uma boa noite de sono acalmasse meus ânimos, uma manhã de estudos também me trouxesse à rotina diária, e agora, penso que um tanto sereno, vou comentar o resultado das eleições presidenciais 2014.

Quem me conhece e me acompanha nas redes sociais sabe que eu não gosto (e nunca gostei) do PT. Até 2003, apesar de não gostar, eu o respeitava; veio o mensalão, os assassinatos de Toninho do PT e Celso Daniel, e o respeito acabou. Restou apenas a antipatia. Logo, evidentemente, em todas as eleições seguintes eu votei em opositores a este partido. Não seria diferente agora, é evidente.

O resultado, todo mundo já sabe: uma diferença ínfima de votos em favor de Dilma (3,5 milhões de votos). Pode-se argumentar qualquer coisa: a quantidade de abstenções, o fato de brancos e nulos somarem número maior do que a diferença, mas os votos válidos, que são o que realmente conta, reelegeram Dilma.


Sobre brancos, nulos e abstenções, é importante lembrar: por mais que sejam "protestos", quem opta por uma destas formas está, na verdade, abrindo mão de participar do processo, delegando aos demais o direito de escolha. Mais ou menos assim: eu não vou votar (ou vou anular, ou votar em branco); vocês, que vão votar, fiquem com o direito de escolher quem quiserem. Em tempo, eu já anulei o voto mais de uma vez, mas sempre consciente de que, como não queria nenhuma das opções postas, permiti que os demais escolhessem em meu lugar. Não foi o caso destas eleições.

Nos Estados em que Aécio venceu, a diferença não foi exageradamente grande: a maior diferença foi registrada em SC, onde Aécio fez 64,59% dos votos, contra 35,41% de Dilma. Em contrapartida, no MA, Dilma fez 78,76% dos votos e Aécio apenas 21,24%. O que quero dizer com isso? Que, mesmo nos Estados onde Dilma "perdeu", sua votação foi expressiva. Alguém dizer que a culpa pela derrota foi do Nordeste é ser extremamente ignorante: quase metade do seu próprio Estado votou na candidata vencedora. No meu Estado do Paraná, mesmo, 39,02% dos votos válidos foram para Dilma (de cada 5 votos, 3 para Aécio e 2 para Dilma). Sendo assim, não há que se apontar "culpados" pelo resultado: se você se sentiu derrotado, a culpa pode ser tua, por não ter convencido pessoas próximas a você, com argumentos consistentes, de que teu candidato - ou nosso candidato - era o melhor.

Se você elegeu Dilma, ótimo. Espero que ela faça um segundo mandato realmente melhor do que foi o primeiro, que consiga reequilibrar as finanças do Estado brasileiro, e que consiga re-unir* o povo que separou na campanha, na base do "nós contra eles". Vale lembrar que a separação não foi "norte x sul": foi "brancos x negros", "ricos x pobres", "trabalhadores x assistidos", "direita x esquerda", ainda que muitos destes conceitos estejam distorcidos.

Um abraço, e até a próxima!

(*) Separei 're' de 'unir' com hífen, mesmo sabendo não ser o correto, mas porque a campanha dividiu um povo, e há agora a necessidade de unir novamente, ou seja, re-unir.

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