segunda-feira, 19 de março de 2012

Odisseia no país que vai sediar a copa


Neste fim de semana ministrei aula de revisões e cálculos previdenciários no curso de Especialização em Direito Previdenciário do Grupo Atame, em Cuiabá-MT. Por causa da correria que foi, nem avisei os parentes que moram lá, pois não daria tempo de vê-los (e não deu mesmo).
O Grupo Atame comprou minhas passagens de ida e volta pela Trip Linhas Aéreas. Apesar de não ter nenhum programa de milhagem (quem não gosta?) gosto de voar com a Trip, pois o serviço de bordo é muito bom. Só falta ter aeromoças bonitas, nisso a Azul é campeã!
Para a ida, fiz o web check-in, como sempre faço, tudo ok. Fui, ministrei a aula, tudo certinho.
Primeira surpresa: tentei fazer o web check-in na volta, mas deu um erro no site... Ok, de vez em quando isso acontece, é normal. Como tinha uma conexão em Guarulhos, imaginei que fosse por conta disso.
Segunda surpresa: Fui para o aeroporto, procurei o check-in da Trip. Apresentei documentos, e tal, e a moça não achava meu voo... Quando eu falei o horário, ela disse: “Nós não temos voo neste horário... Ah, é o voo da TAM!” E me encaminhou para o balcão da TAM.
Ok, fiz o check-in, despachei minha bagagem, fui para o embarque. O voo para Guarulhos foi tranquilo.
Ao desembarcar em Guarulhos, no início da noite, eu poderia ir direto para a sala de embarque, para fazer o segundo trecho da viagem, para Londrina. Mas, como sempre gosto de fazer, desembarquei, fui para o saguão (lá tem Mc Donalds!), fiz o que queria fazer (curiosos! Não vou contar o que queria fazer lá fora, não!), e fui novamente para a sala de embarque.
Terceira surpresa: a moça que escaneia as passagens não me deixou entrar. Disse que meu bilhete não constava que era conexão, e nem que era voo doméstico, e eu tinha que ir ao balcão da companhia trocar a passagem. Fui ao balcão, me encaminharam para a loja da Trip. Chego lá, uma fila enorme... Chegou minha vez, expliquei o caso, o atendente me disse que ela tinha que me deixar entrar, e que era pra eu voltar lá e mandar chamar o chefe dela. Fala sério... Nisso chega outro passageiro com o mesmo problema, então o atendente resolve nos acompanhar. Ok, conseguimos entrar.
Quarta surpresa: como faltava aproximadamente uma hora para meu voo, e lá eles costumam nos chamar alguns minutos antes, pensei: vou ligar o notebook, trabalhar um pouco, cutucar o povo no Facebook, etc. Nem deu tempo: já chamaram para entrar no ônibus! (Por ser avião turboélice, ATR, o embarque é feito apenas pela porta de trás, o que nos obriga a embarcar do chão, sem passar por aquelas pontes de acesso. Ou seja, temos que pegar um ônibus, que nos leva até a aeronave.) Perguntei para a moça: “Mas já?” E ela me explicou que o ônibus nos levaria para outra sala de embarque... É uma sala nova, quadrada, com oito portões de embarque (do portão A até o portão H). Meu voo estava marcado no portão A.
Quinta surpresa: chamaram outro voo no nosso portão! O monitor, acima do portão, mostrava o nosso voo; entretanto, chamaram outro voo lá. Tudo bem, ficamos esperando, achando que o nosso seria chamado em seguida ali naquele portão. De repente, a atendente da Trip grita, lá do outro lado da sala, o número do nosso voo e o nome da cidade: lá no portão G! Detalhe: o monitor, acima do portão G, dizia que ali seria o embarque para Varginha-MG. Nosso voo continuava sendo mostrado no portão A. Imagine que alguém, naquele momento, estivesse no banheiro; ao sair, vai lá para o portão A esperar o voo para Londrina, e nós embarcando no portão G.
Sexta surpresa: já era noite. Ao entrarmos no avião, adivinhe? Tudo escuro! Só algumas luzes de leitura e de emergência acesas, e todo mundo “no escurinho” lá dentro... Os protestos lá de fora, por causa do portão, se intensificaram, agora, por causa do escuro. As luzes só foram acesas minutos antes de o avião começar a se movimentar.
Voamos para casa. Ufa!
Sétima surpresa: desembarquei. Fui para a esteira esperar a bagagem. Demorou um monte (o carrinho de malas estava sendo empurrado pelos funcionários... Nada daquele trator para levar o carrinho!), mas enfim as malas foram colocadas na esteira. Fiquei esperando minha bagagem, esperei, esperei... Veio tudo, e a minha nada. O rapaz que estava cuidando deste serviço perguntou se estávamos esperando (tinha outra pessoa lá comigo na hora), e falou que não tinha mais nenhuma bagagem no avião! Pediu meu ticket, olhou e, sem pensar, falou: “tua bagagem vem pela TAM!” Como assim? Argumentei com ele que era apenas conexão, e tal, e ele falou que a TAM não passou para eles, e que eu deveria conversar com o pessoal da TAM.
Oitava surpresa: NINGUÉM na TAM! A loja e o check-in estavam com as luzes apagadas! Fui, então, na loja da Trip, expliquei a história toda, a atendente abriu um processo.
Agora a pouco me telefonaram: encontraram minha bagagem lá em Guarulhos, vão entregar aqui em casa até o fim da tarde.
Como costuma lembrar Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, “este é o país que vai sediar a copa”!
Um abraço, e até o próximo extravio de bagagem...

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