sexta-feira, 1 de abril de 2011

Morreu, virou santo

O Brasil todo lamentou a morte de José Alencar. Sua luta contra o câncer marcou sua vida.
Porém... Sempre tem um porém!
Alencar foi empresário do ramo têxtil, todos sabem disso. O que poucos sabem é que ele ergueu as empresas dele sempre se apoiando em benefícios fiscais e dinheiro público, mesmo antes de entrar na política. Duvida? Está tudo na Folha de Londrina do dia seguinte ao de sua morte.
Ah, Emerson, todo empresário brasileiro deveria fazer isso, pois os incentivos estão lá pra isso mesmo... Concordo! Mas não é somente apenas isto (como diziam as propagandas das Organizações Tabajara).
Recentemente, o Exército Brasileiro fez uma licitação para a compra de tecido camuflado, para confeccionar seus uniformes. No Brasil, apenas duas empresas produzem aquele tecido, ambas de Brusque-SC. Entretanto, quem venceu a licitação foi a Coteminas, de propriedade do Sr. José Alencar (dirigida por um de seus filhos). Como ela não produz aquele tipo de tecido, adivinhem o que aconteceu? Para entregar a mercadoria, ela adquiriu o tecido de fábricas da China!
O então Sr. Vice-Presidente, ao invés de valorizar a produção nacional, só pensou nos lucros de sua própria empresa, gerando mão-de-obra e tributos na CHINA! Este é o amor que ele devotava ao povo brasileiro...

5 comentários:

  1. "Nem com corda e nem sem corda", o cara não vira santo por que morre e nem por causa da luta pela doença virou um coitado. " Com corda rs" ele fez um monte de errado, mas tinha carisma e caiu nas graças do povo. Ainda prefiro ele fingindo que não rouba ao novo vice que rouba e ainda bate no peito assumindo hahaha.

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  2. Em questão de preferência fico com a terceira escolha, que até uma utopia, pois no Brasil é quase impossível um político que não se envolve em esquemas de corrupção.
    Mas a questão é essa. A pessoa pode ser a personificação do demônio em vida, mas se morreu logo vira santo e todos tratam de inventar uma reputação ilibada para o sujeito.
    Infelizmente o Brasil tem isso enraizado na sua cultura, além da memória curta claro, e o "CARISMA" citado pela colega acima é mais um tipo de dominação,a carismática, nada racional, associada a imagem de herois. O brasileiro é mestre em idolatrar falsos heróis e José Alencar é só mais um deles.

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  3. Em questão de preferência fico com a terceira escolha, que até chega a ser uma utopia, pois no Brasil é quase impossível um político que não se envolve em esquemas de corrupção.
    Mas a questão é essa.
    No Brasil a pessoa pode ser a personificação do demônio em vida, mas se morreu logo vira santo e todos tratam de inventar uma reputação ilibada para o sujeito.
    Infelizmente o Brasil tem isso enraizado na sua cultura, além da memória curta claro, e o "CARISMA" citado pela colega acima é mais um tipo de dominação,a carismática, nada racional, associada a imagem de herois. O brasileiro é mestre em idolatrar falsos heróis e José Alencar é só mais um deles.

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  4. Emerson, fico aqui imaginando onde é que vamos parar, se é preferível um corrupto carismático, a um corrupto antipático.
    Estão roubando nosso dinheiro, que poderia ser aplicado em tantas áreas que faltam investimento, mas a dominação, talvez pelo carisma cegam as pessoas, imagina o quanto somos criticados no exterior, somos reconhecido pelo turismo sexual e futebol...e as pessoas se interessam apenas por futebol, política não é levada à sério, até pelo fato de alguém falar que é preferível um corrupto carismático. Agora vem a pergunta: De que nos serve esse carisma todo? Temos que rever nossos conceitos, ser mais cidadãos e participativos onde mais interessa que é no controle da coisa pública.

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  5. Exatamente, meu caro leitor anônimo. É por estas e outras que participo de uma OSCIP que fiscaliza o uso do dinheiro público aqui em Londrina, o Observatório de Gestão Pública. Se todos nós fizéssemos algo, quem sabe teríamos outra realidade...

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